A Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal pediu ao Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária) a suspensão do campanha publicitária “Hope ensina”. Após receber 15 denúncias de consumidores, o Conar abre processo para avaliar campanha com Gisele Bündchen de lingerie como a “melhor maneira” de uma mulher dar uma má notícia ao marido.

Veja os três comerciais:




A HOPE prestou esclarecimento à Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) sobre campanha “Hope ensina”, estrelada pela modelo Gisele Bundchen, a qual estimula o público feminino a usar o “charme” para amenizar possíveis reações negativas de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano.

A direção da empresa divulgou uma nota com um posicionamento oficial. No texto, assinado pela diretora Sandra Chayo, a empresa diz que “os exemplos nunca tiveram a intenção de parecer sexistas, mas sim, cotidianos de um casal”.
Nota à Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM)

Em relação às denúncias recebidas por essa Secretaria por conta da campanha publicitária “HOPE ensina”, a HOPE, empresa com 45 anos de história e que sempre primou pela excelente relação com as suas consumidoras, esclarece que a propaganda teve o objetivo claro e bem definido de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia. E que utilizando uma lingerie HOPE seu poder de convencimento será ainda maior.

Os exemplos nunca tiveram a intenção de parecer sexistas, mas sim, cotidianos de um casal. Bater o carro, extrapolar nas compras ou ter que receber uma nova pessoa em sua casa por tempo indeterminado são fatos desagradáveis que podem acontecer na vida de qualquer casal, seja o agente da ação homem ou mulher.

Foi exatamente para evitar que fôssemos analisados sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher que utilizamos a modelo Gisele Bundchen, uma das brasileiras mais bem sucedidas internacionalmente. Gisele está ali para evidenciar que todas as situações apresentadas na campanha são brincadeiras, piadas do dia-a-dia, e em hipótese alguma devem ser tomadas como depreciativas da figura feminina. Seria absurdo se nós, que vivemos da preferência das mulheres, tomássemos qualquer atitude que desvalorizasse nosso público consumidor.

Atenciosamente,

Sandra Chayo.
Diretora.
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