O Prêmio Colunistas deu um feia derrapada na etapa de Brasília. O Conar notificou o Prêmio e a agência Monumenta Comunicação pela campanha que divulgou a etapa do DF, com julgamento realizado na última sexta-feira (2/9). As peças de mídia impressa mostravam um “profissional” levando golpes e sangrando – ação “explicada” pelo conceito da campanha: “Quem dá a cara a bater aparece” seguido por “Todo publicitário tem que brigar muito para colocar uma ideia na rua. Como em toda luta, os jurados decidem quem venceu”. Não é um raciocínio criativo brilhante? Pois é, fica difícil compreender que tipos de mentes fazem e/ou aprovam coisas desse tipo.

Francamente, parece-me que faltou acompanhamento adulto na criação. Já o caro amigo Armando Ferrentini, diretor-presidente da Editora Referência e presidente da Abracomp que organiza o Prêmio Colunistas, tentou minimizar a mancada brasiliense afirmando que ”a campanha foi pontual e local. Ela serviu apenas para divulgar a regional de Brasília do Prêmio Colunistas, apesar de ter tido sua veiculação em âmbito nacional no jornal propmark, da Editora Referência, que apoia o prêmio. O importante a ressaltar é que a campanha já teve sua vida útil encerrada. Ela não está em veiculação e nem será veiculada novamente”. A agência Monumenta não se manifestou. É preciso reconhecer que o jornal propmark agiu profissionalmente divulgando o ocorrido.

Como o tema do post é violência e bizarrices, passando pelo Meio & Mensagem encontrei este oportuníssimo protesto de Adilson Xavier, presidente e diretor nacional de criação da Giovanni+Draftfcb – com o qual concordo integralmente – sobre o tal UFC: “Muita gente vibrou, o evento literalmente arrebentou, rendeu altas audiências na TV, provocou comemoração geral entre promotores, patrocinadores etc e tal. Mas acho que, de alguma forma, ficamos feridos.

Alguns dias e vários hematomas depois, restou a sensação de estarmos regredindo, aproximando-nos da época dos gladiadores, excitando nossa adrenalina de uma forma estúpida, com o sangue alheio. Se esporte deve ser ligado à saúde, evidentemente, esse não é o caso do UFC. Seria, então, o caso de quê? De estimularmos o gosto pela violência? De espetaculizar a brutalidade? O povo gosta, o povo vê, então que se dane? Seria isso? Nesses tempos peculiares em que estamos vivendo, com o noticiário cada vez mais recheado de episódios de pancadaria, parece evidente que não precisamos de mais essa bizarrice.”

Fonte: Acontecendo Aqui

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